No poo e low poo: saiba a diferença e como aplicar as técnicas nos seus cabelos - Blog | Vinotage

No poo e low poo: saiba a diferença e como aplicar as técnicas nos seus cabelos

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O formato dos cabelos cacheados e crespos faz com que a oleosidade natural do couro cabeludo tenha dificuldade para chegar às pontas dos fios. Por isso, as técnicas no poo e low poo foram desenvolvidas por Lorraine Massey, cabeleireira e autora do livro “O Manual da Garota Cacheada”, e se tornaram muito famosas entre as pessoas com cabelos com essas características.

Os métodos podem ser usados por qualquer pessoa que deseja manter a saúde dos cabelos, independentemente do tipo de fio. A higienização capilar acontece apenas com shampoos livres de sulfatos fortes (low poo) ou sem o uso de qualquer tipo de shampoo (no poo). Assim, os demais produtos de cuidado com os cabelos não podem conter ingredientes como silicones insolúveis e derivados do petróleo, por exemplo, óleos minerais.

Continue a leitura e conheça mais sobre no poo e low poo e aprenda a colocar as técnicas em prática no seu dia a dia!

O que é no poo e low poo?

No poo e low poo são técnicas para tratar dos cabelos com o objetivo de evitar o ressecamento e, consequentemente, todos os problemas decorrentes dele, como quebra, porosidade, fragilidade, pontas duplas, entre outros. Para isso, a oleosidade naturalmente produzida pelo couro cabeludo é preservada.

Esse óleo envolve os fios, criando uma camada protetora permeável ao redor da fibra capilar. Para manter essa proteção, os métodos interrompem a utilização de shampoos tradicionais ou permitem apenas o uso de shampoos com surfactantes suaves.

Entre os componentes proibidos no low poo, estão:

  • sulfatos pesados – Sodium Myreth Sulfate, Ammonium Laureth Sulfate, Sodium Laureth Sulfate, Sodium Myreth Sulfate, Ethyl PEG-15 Cocamine Sulfate etc.;

  • petrolatos – parafina líquida (parafinum liquidum), óleo mineral (mineral oil), vaselina (vaseline), cera microcristalina (microcrystalline wax) etc.

Além dessas, são também substâncias proibidas no no poo:

  • silicones insolúveis – Cetearyl Methicone, Dimethicone, Dimethiconol, Phenyl Trimethicone, Cetyl Dimethicone, Methicone etc.;

  • sulfatos leves – Decyl Glucoside Poly Carboxylate, Sodium Cocyl Isethionate, Sodium Lauryl Sulfoacetate, Methyl Cocoyl, Poliglucosídeos (Polyglucosides) etc.

Uma das formas de fazer a lavagem dos cabelos com no poo é por meio do co-wash. Nsse método, basta usar condicionadores limpantes e sem substâncias químicas agressivas na sua composição.

Quais são as principais diferenças e os benefícios das técnicas?

As técnicas se baseiam em utilizar itens menos prejudiciais para tratar os cabelos, evitando aqueles que se acumulam nos fios. A diferença está na quantidade de componentes permitidos.

O no poo proíbe o uso de substâncias como petrolatos, sulfatos e silicones insolúveis, permitindo apenas os solúveis em água. Já o low poo impede o uso de petrolatos e sulfatos fortes, mas aceita a utilização de silicones insolúveis. Afinal, eles são facilmente removidos dos fios com o uso de um shampoo sem sulfato.

Adotar uma das técnicas faz com que os fios tenham mais vitalidade, além de ficarem fortes e brilhantes. O ideal é testar cada uma delas para entender com qual delas você se adapta melhor.

Benefícios

Muitas vezes, temos a impressão de que somente quando o shampoo faz muita espuma é que ele está agindo nos cabelos. No entanto, a presença de sulfatos — o que ajuda nesse processo — tende a ressecar os fios.

Por terem sulfatos mais leves, os shampoos low poo limpam os fios de maneira suave. Eles removem a oleosidade e as impurezas, sem agredir os fios a ponto de deixá-los ressecados, mantendo a saúde deles.

Além de evitar que as madeixas percam a hidratação natural, as técnicas definem os cachos, pois ajudam na modelagem. Com menos ressecamento, o frizz também diminui. Quem tinge os cabelos também se beneficia da técnica.

Como as lavagens são mais suaves, elas não abrem muito a cutícula dos fios. Por isso, eles não desbotam e mantêm a cor por muito mais tempo. Até mesmo quem tem cabelos ondulados ou lisos pode aproveitar os benefícios das técnicas, pois eles ficam mais soltos e bem-cuidados.

Como aplicar as técnicas na rotina de cuidados com os cabelos?

Depois que você decidir entre o no poo e low poo, o próximo passo é conferir quais produtos liberados para a técnica você já tem em casa. Para evitar desperdícios, a dica é doar os itens proibidos ou usá-los até o final antes de iniciar a nova rotina.

Outro ponto importante é não se esquecer de higienizar todos os acessórios de cabelo, como pentes e escovas. Para isso, misture três colheres de sopa de shampoo tradicional (com sulfato forte) em 1 litro de água e deixe os itens de molho por 20 minutos antes de lavar.

Para começar seu novo hábito de cuidados, lave os cabelos com um shampoo com sulfato, mas sem petrolatos na composição pela última vez. Repita a lavagem para que o produto limpe bem os fios e enxágue bem, garantindo que nenhum resíduo das substâncias proibidas tenha permanecido. A partir desse momento, inicie o uso dos itens liberados para no poo e low poo.

Não se esqueça de que é muito importante sempre ler os rótulos dos produtos que serão usados no cabelo. Caso você cometa algum deslize e use um produto proibido, não se preocupe. Nesse caso, basta lavar os cabelos com um shampoo com sulfato (pode ser o mesmo que usou para iniciar a técnica) antes de voltar a usar apenas itens liberados.

É importante saber que o cabelo pode ficar levemente ressecado e com menos brilho depois das primeiras lavagens. Isso é muito comum em pessoas que usavam muitos produtos com petrolatos e sulfatos, que criam uma espécie de maquiagem nos fios. Após algum tempo, eles passam a responder melhor ao novo tratamento. Por isso, não descuide da hidratação!

As técnicas no poo e low poo ajudam a tratar os cabelos sem prejudicar os fios. Para isso, é importante investir em produtos de qualidade, que sejam livres de substâncias químicas nocivas, não alergênicos, cuidadosamente formulados com ingredientes naturais e não devem ser testados em animais.

Gostou do assunto? Então, não deixe de conferir o que são parabenos e saiba por que evitá-los!

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